12/05/2013

Talvez se eu não fosse tão sensível, se eu não tivesse a intenção de estar bem, sempre bem. Talvez se eu não me sentisse mal, muito mal quando eu vejo que as relações que tenho poderiam ser infinitamente melhores e menos doloridas se o julgamento e as cobranças fossem esporádicas e não algo frequente e temido diariamente.

Talvez se entendessem de uma vez por todas que eu não sou perfeita e não tenho pensamentos, atitudes e ações perfeitas a vida fosse mais leve. Talvez se existisse um dia comemorativo, uma data especial que não terminasse melancólico, a vida seria mais desejada. 

Talvez, um dia, se as pessoas entendessem que as pessoas têm personalidades e vontades distintas, aí enfim, a gente poderia dizer tudo o que se vive e se pensa.

02/05/2013

Hoje eu quase me desfiz de um celular velhinho, velhinho que nem para despertador serve mais. Até que cheguei nas gravações de voz que eu fazia muito na época em que comprei esse aparelho! Gravava duas coisas: eu ensinado eu mesma a fazer bolos e os meus primos gêmeos falando o que dava na telha deles... Na época eles tinham uns 4, 5 anos...hoje têm 12! 
Os absurdos são vários e evoluiram com o passar dos anos... Um xingando o outro, a minha irmã repreendendo eles e depois aquela vozinha "me desculpe" onwww! E tem também meu vô sendo entrevistado por eles, fazendo as gracinhas dele e insistindo em dizer que o nome dele é só vovô!

É lindo e triste perceber como a vida passa, os momentos voam, o amor só aumenta e chega a doer perceber que a gente realmente não tem tanto tempo assim.

18/03/2013

Para nunca esquecer

Sonhar pode ser bom ou péssimo. Mas esse sonho que eu tive com certeza foi um dos meus melhores. Nele, meu vô (já falecido) estava em um quarto doente e um por um da família ia entrando para se despedir e todos saiam chorando, tristes...mas quando chegou a minha vez, eu entrei e quando saí todo mundo me perguntou por que eu saí rindo, alegre. Aí eu contei que eu entrei, coloquei a mão nele, então ele acordou, sorriu pra mim, pegou a minha mão, fez cócegas e começou a brincar dizendo que tinha "coceguinhas" e o meu sonho terminou com ele dizendo que me amava muito. 

Quem me conhece sabe o medo que eu tenho da morte, de morrer...(Quando era pequena e íamos visitar o túmulo dele, ao chegar em casa, eu tinha pavor daquela terra que ficava grudada nos meus sapatos), mas depois daquele sonho, tenho percebido que isso não me causa mais tanto terror, sabe?
Eu convivi muito pouco com o meu vô, ele morreu quando eu era pequena, então a minha imaginação sobre ele sempre foi muito fértil: já sonhei que o seu caixão estava no banheiro de casa, já sonhei com um quarto escuro e ele morrendo, doente. Mas esse sonho eu acredito que foi um presente dele, de Deus, pois ternura maior não há de existir.

08/03/2013

Nem sempre há tempo suficiente.

Não deu tempo de ver o show do Charlie Brow Jr. pela primeira vez.

Com os ingressos comprados, ele nos apronta essa! Suas músicas - poesias sempre despertarão em mim coisas boas, momentos bons de minha vida, pessoas especiais...fez parte de minha adolescência e juventude oras! O meu desejo é que as pessoas tenham motivações para pular essa parte de "drogas" da famosa frase "drogas, sexo e rock n' roll"... Tanta vida pra viver, tanto talento, tanta letra de música que marcou tanta gente, tanta, tanta, tanta coisa interrompida...

Obrigada por ter feito parte da trilha sonora da minha vida. E, descanse em paz.

"Existe um dom natural que todos temos
Nossas escolhas vão dizer pra onde iremos
Mas se for pra falar de algo bom
Eu sempre vou lembrar de você

Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que seu amor é meu
Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu
Fácil perceber que meu amor é seu

Eu quero estar amanhã ao seu lado quando você acordar
Eu quero estar amanhã sossegado e continuar a te amar
Eu quero um sonho realizado, uma criança com seu olhar
Eu quero estar sempre ao seu lado, você me traz paz"

02/03/2013

A menina do lanche

O engraçado é que panelinhas existem, seja no trabalho, na escola, na família ou na faculdade. E num dos shoppings em que trabalhei havia uma panelona. Panelona essa que implicava com uma tal menina. A razões que eles diziam, veja bem, diziam ter, eram muitas, mas nenhuma eu tinha presenciado ou nem mesmo sentido na pele. E como eu sou daquelas que para gostar ou não gostar de alguém tenho que ter meus próprios motivos,  continuava conversando com a menina normalmente.
A verdade é que a menina era bonita, pique modelo mesmo, sabe? Chamava atenção e gostava disso. Até aí ela não tem culpa nenhuma de eu ser mais discreta ou não ter nascido com corpão e 1.70m de altura. E desde que eu entrei na empresa ela sempre foi super gentil comigo, me chamava para almoçar, contava seus casos amorosos, suas tristezas e me fazia rir muito. Um dia, uma colega de trabalho e grande amiga que trabalhava ao meu lado diariamente nos liga dizendo que não irá trabalhar porque o marido dela faleceu. Esse foi um dia muito triste, muito confuso e eu não quiz sair para almoçar. Todos foram comer e eu fiquei lá no meu posto de secretária, sozinha. Agora, acredita quem me chega com um lanche de presunto e queijo feito por ela mesma com coisas do mercado e um copo de suco gelado na minha mesa? Ela mesma. A menina que ninguém "curtia" no escritório e que por algum motivo eu gostava muito da sua companhia. 
Desde então essa menina tem um espacinho no meu coração e dentro dele ela é conhecida  como a menina que me trouxe um lanche e um suco quando eu não consegui (psicologicamente e fisicamente) sair para almoçar.

Lembrei de tudo isso hoje quando precisei de um favor dessa menina e mesmo sem nos falarmos há um bom tempinho, rimos e eu fiquei com saudade daquele tempo. E o meu coração hoje tá cheio disso: "espacinhos de amizade" que foram marcadas por um gesto, uma palavra. 

Já pensou se eu tivesse seguido a "massa" e cortado relações com a tal menina porque "ninguém gostava dela"?? Eu teria hoje um coração mais inteiro, enorme e vazio.

28/02/2013

A entrevista

Pessoas fominhas que querem falar que nem umas maritacas e tesourar as repostas dos outros nas entrevistas: como lidar?

O ambiente coorporativo manda você respirar fundo, fingir que nada aconteceu e abrir e fechar a boca a todo momento tentando balbuciar algumas palavras, em vão, pois ela interromperá todas as suas frases.
O que eu e meia sala de candidatos queríamos ter feito hoje: Começar um flash mob de " Ih, fora! Ih, fora!, Ih fora!" com direito a mãozinha apontando para a porta e tudo.

Curiosidades

Eu tenho um lado meio mórbido. Muito mórbido. Se vejo uma notícia de tragédia aleatória, logo quero ir a fundo, procuro nomes, fotos e quando vejo estou naquele site "Assustador" que eu via quando tinha 13 anos! E depois durmo com sobressaltos ao lembrar das fotos digamos, realmente assustadoras.

Tenho aflição de coisa craquelada. Unha craquelada, em alto relevo...enfim, qualquer coisa craquelada, cheia de bolinhas, buraquinhos um do lado do outro, em relevo. Junta isso a pele humana, montagem de photoshop...eu começo a me coçar, me dá arrepios só de pensar. Só que eu descobri que isso tem nome e o nome disso é tripofobia. Argh! Até meu couro cabeludo formiga de arrepio.

P.S.: Por favor, se você é impressionável, não jogue isso no google imagens, nunca. Eu já fiz isso e me arrependo até hoje. Alías, caso alguém me pergunte se eu tenho algum arrependimento na vida, com certeza me lembrarei do dia em que apertei o ícone "search" do google nesta palavrinha.

P.S.: Por estes e outros motivos que eu não posso ter momentos de ócio, senão essas coisas bizarras acabam acontecendo.

24/02/2013

Auto domesticação: Tentativa número 32

Domingo à noite, eu me preparo para ler um livro quando penso: "Vou planejar o meu dia de amanhã...estou muito relapsa...".
Então vou até o quarto para anotar na agenda tudo o que devo fazer no dia seguinte. Só que de repente vejo um potinho de fazer bolhas de sabão que a minha irmã ganhou em um casamento. 
A cena seguinte é: eu fazendo bolhas de sabão pelo quarto, pelo corredor, em volta da minha irmã na sala e com algumas assopradas em volta do meu pai para finalizar. Aí eu volto pro quarto toda feliz e penso: o que eu estava fazendo aqui mesmo??? 

Errrr


15/02/2013

Estava tudo tranquilo, quando de repente vejo uma foto na internet de uns 6 filhotinhos de cachorro (daqueles bem pequenos mesmo, devem ter dias, que cabem na palma da mão). Aí, uma nuvem de amor pairou sobre mim e quando me dei conta estava procurando no google "cachorrinhos recém nascidos", "filhotinhos", "cachorrinhos mamando" e vendo fotos e mais fotos, vendo no mercado livre quanto custa um filhote, haha! Ok, parei.

Agora me pergunto: Pq abri aquele maldito site pela primeira vez? 

07/02/2013

Para você.

E a gente pensa em quanto tempo passou. 48 meses. Não vou fazer aquela conta infinita de quantas semanas, quantos dias, quantos minutos, pois tenho certeza de que em algum momento cometeria um erro bem idiota de matemática. Sendo assim, fico nos 48 meses. Esse é o tempo oficial que demos as mãos e decidimos que a partir daquele momento seríamos um pelo outro. 

E eu sei que nem todos os dias foram lindos. Sei também que esses 48 meses fizeram - me amar as suas qualidades, mas também fizeram com que eu visse mais de perto também os seus defeitos e não vou dizer que amo todos eles, pois acho isso um pouco absurdo demais, não amo nem os meus. Mas você também deve ter visto os meus, visto meus momentos de ira e insanidade (há), enfim todo o meu lado obscuro... e agradeço por ter insistido e focado nas coisas boas. 

Hoje, posso te dizer que te enxergo de uma forma bem realista. Sei o que te faz feliz, sei o que te deixa com olhos de tigre, o que te faz virar um bicho ou o Hulk (vc vai entender), sei o que te toca a alma, sei que você é um homem de verdade. E isso não está nos seus músculos diariamente cultivados (pode continuar malhando que eu gosto também rs), isso está no seu coração. Conhecer o seu coração, posso lhe dizer que foi a coisa mais bonita que eu vivi com você nestes 48 meses. 

Continuo apaixonada por você.